Inclusão se constrói. Não se declara.
Quando falamos de diversidade nas empresas, é comum vermos iniciativas bem-intencionadas que não se sustentam no dia a dia. Existe um risco real de tratarmos o tema apenas de forma simbólica. O chamado Tokenismo: a presença existe, mas a cultura não acompanha.
Construir ambientes verdadeiramente inclusivos começa pelo letramento básico. Não podemos pressupor que todas as pessoas compreendam, por exemplo, a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual, ou o impacto que termos, piadas e suposições aparentemente inofensivas podem causar. Inclusão exige conhecimento, intenção e prática contínua.
Inclusão não começa em campanhas externas.
Inclusão começa dentro das organizações: nas conversas internas, nos treinamentos contínuos, em políticas claras e aplicáveis, e em lideranças preparadas para ouvir, aprender e sustentar decisões, inclusive quando elas exigem revisão de privilégios e mudanças de comportamento.
Cultura organizacional se constrói na prática, não no discurso. Está nas escolhas, nos processos, na forma como conflitos são tratados e como pessoas são protegidas ou silenciadas. Empresas que compreendem isso entendem que diversidade não é uma pauta acessória ou sazonal, mas parte estrutural da estratégia, da gestão de pessoas e da responsabilidade institucional.

Como diz Verna Myers:
“Diversidade é chamar para a festa. Inclusão é chamar para dançar.”
Eu acredito que o próximo passo é ainda mais ambicioso: construir ambientes onde, quem sabe um dia, as pessoas não apenas dancem, mas também possam sonhar em ser a rainha da festa.
Ao longo da minha trajetória profissional, construí uma carreira de 18 anos no Banco do Brasil, que foi, sem dúvida, uma verdadeira escola. Uma escola de técnica, gestão, relações humanas e aprendizado contínuo. É impossível contar essa história sem reconhecer tudo o que vivi, aprendi e construí ali.
Hoje, sigo esse caminho com gratidão renovada na Cielo, onde tenho sido acolhida com respeito, escuta e confiança. Uma empresa que se destaca nas pautas de Diversidade, Inclusão e ESG não apenas pelo discurso, mas pela prática cotidiana, pelas decisões que toma e pela forma como coloca as pessoas no centro da estratégia.
Esse encontro entre trajetória, valores e futuro reforça minha convicção de que é possível, sim, alinhar resultados, cultura organizacional e responsabilidade social, construindo ambientes mais justos sem abrir mão de performance, consistência e visão de longo prazo.


