Trajetória e pertencimento
Na última semana, duas datas muito importantes me atravessaram e despertaram reflexões profundas sobre trajetória, pertencimento e os espaços que ocupamos: 15 de maio, Dia Nacional do Orgulho Trans e Travesti, e 17 de maio, Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. Datas que existem para lembrar que visibilidade, respeito e inclusão ainda são pautas urgentes, especialmente no ambiente corporativo, onde, para muitas pessoas trans, existir continua sendo um ato diário de coragem.
E talvez essas reflexões cheguem ainda mais fortes agora, enquanto nos aproximamos de junho, o Mês do Orgulho. Um período que reforça a importância da representatividade, da permanência e da construção de espaços onde possamos existir com dignidade, autenticidade e segurança.
Mas também pensei sobre o quanto é transformador encontrar lugares onde podemos crescer sem precisar esconder quem somos. Lugares onde desenvolvimento profissional e autenticidade podem caminhar juntos.
Novos ciclos, novos olhares
Há cerca de dois meses iniciei um novo ciclo como Consultora na Cielo. Depois de muitos anos atuando em posições de liderança, viver essa transição tem sido uma experiência extremamente rica. Uma oportunidade de olhar para o trabalho sob novas perspectivas, aprender outras dinâmicas, me reinventar e continuar evoluindo profissionalmente.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas da carreira: entender que crescimento não está apenas no cargo que ocupamos, mas na capacidade de seguir construindo, trocando, aprendendo e gerando impacto por onde passamos. Tenho sido muito feliz nessa nova etapa, especialmente pelas conexões, pelas trocas e pela confiança que venho recebendo ao longo desse processo.
Representatividade também é permanência
Em datas como essas, tudo isso ganha ainda mais significado. Porque representatividade também passa por permanência. Passa por oportunidade. Passa por respeito. E passa por poder ocupar espaços sem precisar deixar partes de nós pelo caminho.
Gratidão à Cielo pela confiança e por tudo que tenho vivido nesse novo momento. E no fim, sigo repetindo para mim mesma uma frase que nunca fez tanto sentido:
Eu estou onde eu quero estar.


