Pertencer é poder ser quem você é
Ao longo da vida, aprendi que pertencimento não é simplesmente ocupar um espaço. É não precisar esconder quem você é para continuar nele.
Parece uma diferença sutil, mas não é. Muitas pessoas passam a vida adaptando a própria forma de falar, agir, vestir ou até de existir para serem aceitas. Fazem cálculos silenciosos antes de cada reunião, de cada apresentação ou de cada nova oportunidade. Perguntam a si mesmas quanto da própria identidade podem revelar sem colocar em risco a carreira, os relacionamentos ou o respeito dos colegas.

Eu conheço essa realidade.
Por isso, viver hoje em um ambiente onde a autenticidade é valorizada não é apenas algo positivo. É transformador.
No último mês, tive a alegria de participar do relançamento dos Grupos de Afinidade da Cielo, desta vez como embaixadora do Prisma, nosso grupo de afinidade LGBTQIAPN+.
Foi um momento de celebração, mas, acima de tudo, de reafirmação de um compromisso que vai muito além de uma agenda institucional.
O verdadeiro significado de pertencer
Mais do que representar uma comunidade, o Prisma representa um compromisso permanente com respeito, pertencimento, segurança psicológica e inclusão.
Os Grupos de Afinidade existem para fortalecer conversas, ampliar perspectivas e criar um ambiente onde todas as pessoas possam desenvolver seu potencial sem abrir mão da própria identidade. Essa visão faz parte da cultura da Cielo, que entende diversidade como a pluralidade de experiências humanas e inclusão como a construção de espaços onde essa diversidade possa realmente florescer.
Pertencer é exatamente isso.
É saber que você não precisa esconder uma parte importante da sua história para ser reconhecida pelo seu talento.
A força da representatividade
Durante o evento, compartilhei um pouco da minha trajetória e das experiências que vivi até chegar aqui. Como mulher trans, sei o quanto faz diferença encontrar ambientes onde autenticidade não representa um risco, mas um valor.
Durante muito tempo, pessoas LGBTQIAPN+ precisaram escolher entre a própria verdade e a própria sobrevivência profissional. Em muitos lugares, essa ainda é uma realidade.
Por isso, quando uma empresa cria espaços estruturados para ouvir, acolher e promover diferentes vivências, ela envia uma mensagem muito clara: você pode ser quem é.
Essa mensagem muda carreiras. Muda vidas.
E, principalmente, inspira outras pessoas a acreditarem que elas também podem ocupar espaços de liderança sem esconder sua identidade.

Inclusão também é estratégia
Diversidade nunca foi apenas uma pauta social. Ela também é uma estratégia para construir organizações melhores.
Ambientes onde as pessoas se sentem respeitadas tendem a estimular mais colaboração, criatividade, inovação e troca de ideias. Quando diferentes perspectivas convivem com segurança psicológica, surgem soluções mais completas, equipes mais fortes e decisões mais inteligentes.
Os próprios Grupos de Afinidade existem para fortalecer essa cultura de aprendizado contínuo, ampliando o diálogo sobre temas que impactam diretamente as pessoas e o ambiente de trabalho.
Essa agenda também faz sentido para o negócio.
Um estudo realizado pelo Banco Mundial em parceria com o Instituto +Diversidade estima que a exclusão da população LGBTQIAPN+ do mercado de trabalho gera perdas de aproximadamente R$ 94 bilhões por ano para a economia brasileira.
Quando inclusão deixa de ser discurso e se transforma em prática, todos ganham: as pessoas, as empresas e a sociedade.
Um compromisso que continua
Saio desse encontro ainda mais orgulhosa de fazer parte dessa construção.
Ser embaixadora do Prisma significa contribuir para que outras pessoas encontrem aquilo que eu também encontrei: um ambiente onde respeito não depende de explicações, onde pertencimento não é privilégio e onde diversidade faz parte da cultura, não apenas do discurso.
Cada conversa, cada troca e cada iniciativa reforçam que organizações mais diversas são também mais humanas.
E empresas mais humanas criam pessoas mais confiantes para inovar, colaborar e crescer. No fim das contas, acredito que esse seja o maior propósito dos Grupos de Afinidade.
Fazer com que ninguém precise deixar uma parte de si do lado de fora para entrar.
Tenho muito orgulho de ser embaixadora do Prisma e de contribuir para que mais pessoas encontrem um lugar onde possam pertencer. Porque, no fim, essa talvez seja a maior conquista de todas:
Estar exatamente onde quero estar!


